Depois de figurar entre os principais responsáveis pela alta dos alimentos no primeiro semestre, o feijão começa a dar sinais de alívio ao consumidor. Os preços da leguminosa já recuaram nas prateleiras em julho, mas a redução ainda está longe de acompanhar a queda registrada nas regiões produtoras.
O movimento ocorre pouco mais de um mês após o feijão liderar a inflação do varejo alimentar no país. Levantamento da Neogrid mostrou que, em junho, o produto teve alta média de 8% em relação a maio, passando de R$ 8,05 para R$ 8,70 por quilo. A valorização foi impulsionada principalmente pela quebra da segunda safra provocada por problemas climáticos e pela redução da área plantada.
Agora, um relatório divulgado pelo Ibrafe (Instituto Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas) mostra uma mudança de cenário. Durante julho, o preço do feijão-carioca caiu rapidamente nas principais regiões produtoras.
Em Minas Gerais e Goiás, a saca, que poucas semanas antes era negociada acima de R$ 300, passou a ser comercializada próxima de R$ 280, com negócios em valores ainda menores sendo registrados nos últimos dias.
A queda, no entanto, chegou ao consumidor em ritmo mais lento.
Levantamento do Ibrafe mostra que, na cidade de São Paulo, o preço médio do feijão-carioca de um quilo caiu de R$ 10,09 em junho para R$ 9,50 em julho, redução de 5,85%. O feijão-preto recuou 1,56%, passando de R$ 10,25 para R$ 10,09.
Em Recife, a queda foi mais expressiva.
