A relação entre estresse e queda capilar já era conhecida nos consultórios, mas pesquisas recentes começaram a explicar, em nível biológico, como isso acontece. Um estudo publicado na revista Cell, conduzido por pesquisadores da Universidade de Harvard, mostrou que o estresse ativa mecanismos inflamatórios e imunológicos capazes de afetar diretamente os folículos capilares.
Segundo os pesquisadores, o processo começa quando o organismo entra em estado de alerta e libera neurotransmissores ligados à resposta de “luta ou fuga”, como a norepinefrina.
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Em excesso, essas substâncias prejudicam células importantes do folículo capilar e aceleram a entrada dos fios na fase de queda. Em alguns casos, o corpo ainda interpreta o tecido inflamado como uma ameaça, desencadeando respostas autoimunes que prolongam o problema.
O dermatologista especializado em cabelo e couro cabeludo, João Gabriel Fernandes, explica alguns dos efeitos da exaustão emocional. “Hoje sabemos que o estresse não impacta apenas emocionalmente. Ele altera hormônios, piora inflamações, afeta o sono, a absorção de nutrientes e interfere diretamente no ciclo de crescimento dos fios. O cabelo é um dos primeiros tecidos a responder quando o organismo entra em colapso fisiológico”.
