El Niño deve pressionar inflação dos alimentos em 2027; feijão e arroz lideram alta
O Super El Niño, que pode intensificar chuvas e enchentes nos próximos meses, deve afetar a produção agrícola e pressionar os preços dos alimentos no Brasil.
Em 2026, os efeitos ainda devem ser limitados. Já em 2027, a inflação da alimentação no domicílio pode fechar o ano entre 7,5% e 9,5%. No pico, entre agosto e novembro, pode chegar a 11%.
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É o que mostra um estudo da MB Associados, divulgado com exclusividade pela GloboNews. Pelos cálculos da consultoria, o impacto sobre o IPCA pode chegar a 0,9 ponto percentual em 2027.
O feijão, cuja produção caiu em 2026, e o arroz, ainda afetado pelas enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, principal estado produtor, devem liderar as altas.
"O efeito é bastante espalhado na produção agrícola e pecuária brasileira, mas alguns produtos costumam sentir mais, como arroz e feijão, que têm peso importante no IPCA dos alimentos. Também há o efeito sobre o milho, que acaba pressionando as proteínas animais", diz Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados.
Quando vou pagar mais caro? Em que?
Segundo Vale, o impacto chegará de forma gradual às gôndolas dos supermercados. Historicamente, os maiores efeitos sobre os preços aparecem entre nove e 10 meses após o pico do fenômeno climático, previsto para outubro ou novembro.
Super El Niño deve pressionar inflação dos alimentos em 2027; feijão e arroz lideram alta
