A carga tributária bruta do Governo Geral brasileiro avançou de 30,3% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2023 para 32,4% do PIB em 2025, segundo a série histórica revisada divulgada pela Secretaria do Tesouro Nacional.
O aumento acumulado foi de aproximadamente 2,1 pontos percentuais do PIB em dois anos, refletindo o aumento da arrecadação em ritmo superior ao crescimento da economia.
De acordo com números levantados pela CNN Brasil, a elevação ocorreu principalmente por causa do avanço das receitas do Governo Central, com destaque para tributos sobre renda, lucros, ganhos de capital e contribuições sociais.
Esse é o maior percentual da série histórica do Tesouro Nacional, que iniciou em 2010.
Evolução recente da carga tributária bruta (% do PIB)
Ano
Carga tributária (% do PIB)
Variação anual (p.p.)
2010
30,3%, 2011
31,0%
+0,7
2012
30,6%
-0,4
2013
30,3%
-0,3
2014
29,5%
-0,8
2015
29,7%
+0,2
2016
29,8%
+0,1
2017
29,9%
+0,1
2018
30,4%
+0,5
2019
30,4%
0,0
2020
29,2%
-1,2
2021
30,9%
+1,7
2022
31,2%
+0,3
2023
30,3%
-0,9
2024
32,2%
+1,9
2025
32,4%
+0,2
Vale ressaltar que os números seguem uma metodologia revisada pelo Tesouro Nacional, aplicada a toda a série histórica para garantir comparabilidade.
A revisão teve como principal objetivo adequar a classificação das receitas às normas internacionais de estatísticas fiscais.
Entre os ajustes realizados, o Tesouro retirou do cálculo:
receitas do FGTS;
contribuições destinadas ao Sistema S.
