Vinte anos após a sanção da Lei Maria da Penha, considerada um marco no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil, a rede de proteção às vítimas passou a contar com estruturas integradas como a Casa da Mulher Brasileira. Na unidade do Cambuci, na região central de São Paulo, o atendimento funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.
A unidade reúne em um único endereço atendimento policial, jurídico, psicossocial e assistencial, reduzindo a chamada “rota crítica” enfrentada por mulheres que decidem denunciar seus agressores e buscam romper o ciclo da violência.
O espaço concentra a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, um anexo do Tribunal de Justiça para análise de medidas protetivas de urgência e um posto do IML (Instituto Médico Legal), o que permite que a vítima resolva diferentes etapas do processo sem precisar se deslocar pela cidade.
Segundo a promotora de Justiça Juliana Gentil Tocunduva, a centralização dos serviços evita a chamada “rota crítica”, expressão utilizada para descrever a sequência de deslocamentos que muitas mulheres precisavam fazer após denunciar o agressor.
“Antes, a mulher precisava ir a uma delegacia, depois procurar o Ministério Público, depois o IML, depois a Defensoria. Esse caminho acabava criando inúmeros obstáculos. Na casa ela encontra praticamente tudo em um único espaço”, afirma.
