A Meta deve reforçar os controles sobre as contas de crianças e pagar US$ 567 milhões a um fundo para remediar seu papel na crise de saúde mental juvenil, ordenou um juiz do Novo México na quinta-feira (6), em uma decisão que impôs à gigante das mídias sociais mais uma pesada multa e a comparou a fábricas poluentes.
A decisão surge num momento em que a Meta, juntamente com outras empresas de redes sociais, enfrenta um acerto de contas devido a alegações de danos a crianças, incluindo vários processos judiciais em todo o país.
Em março, um júri já havia considerado a Meta culpada de todas as acusações em um julgamento sobre segurança infantil, incluindo o envolvimento intencional em práticas comerciais “desleais e enganosas” e “abusivas”. Essa decisão anterior abordou as preocupações de pais, denunciantes e legisladores. Nessa sentença, a Meta foi condenada a pagar US$ 375 milhões em indenizações.
O procurador-geral do Novo México, Raúl Torrez, processou a Meta pela primeira vez em 2023. Ele alegou que a Meta criou um “berço” para predadores de crianças no Facebook e no Instagram, o que a empresa negou.
A Meta afirmou em comunicado na quinta-feira que discorda da decisão mais recente e que irá recorrer.
“Trabalhamos arduamente para manter as pessoas seguras em nossas plataformas e temos sido transparentes sobre os desafios de identificar e remover usuários mal-intencionados e conteúdo prejudicial”, disse a Meta.
