O Senado dos Estados Unidos aprovou, nesta sexta-feira (7), a indicação de Daniel Perez para a embaixada americana no Brasil. O indicado, no entanto, ainda precisa do aval do governo brasileiro, o chamado agrément, o que, segundo análises, não deve ocorrer antes das eleições.
Para discutir os desdobramentos da decisão e seus possíveis impactos no cenário eleitoral brasileiro, Silvio Cascione, diretor da Eurasia Group no Brasil, concedeu entrevista ao CNN 360°.
Cascione avaliou que a política externa não é um fator decisivo para as eleições no Brasil, mas tampouco pode ser ignorada. “A política externa não importa muito para a eleição. Não é um fator decisivo. Agora, dizer que não importa nada também seria um exagero”, afirmou.
Como exemplo, ele citou a cautela do governo e do PT (Partido dos Trabalhadores) ao lidar com o tema da Venezuela nos últimos anos, justamente por causa da repercussão interna que o assunto provoca.
Segundo o analista, temas como segurança pública, corrupção e economia são os que de fato levam o eleitor a tomar sua decisão de voto. Ainda assim, a política externa pode reforçar alinhamentos ideológicos e mobilizar bases tanto da direita quanto da esquerda.
“Esse tema de política externa, além de reforçar alguns alinhamentos ideológicos, mobiliza a base da direita, mobiliza a base da esquerda, e também serve para realçar ou enfraquecer atributos dos candidatos”, disse Cascione.
