O governo do Distrito Federal apresentará resultados parciais das contas de 2026 para convencer a União e bancos de que consegue pagar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões que está buscando para cobrir o rombo deixado pelo Banco Master no Banco de Brasília (BRB).
Como o Estadão revelou na quinta-feira (6) o Distrito Federal saiu de um déficit de R$ 926,5 milhões nas contas em 2025 para um superávit de R$ 1,7 bilhão no primeiro semestre do ano. Os números foram apresentados em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (7).
No próximo dia 13, haverá uma reunião no Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir o acordo fechado entre a administração distrital e a União para socorrer o BRB.
A estratégia do Distrito Federal é dizer que está em condições financeiras para contrair e pagar o financiamento mesmo com avaliação negativa por parte do Tesouro Nacional.
Pelos números da Secretaria de Economia, o Distrito Federal tinha projeção de um déficit de R$ 6 bilhões nas contas em 2026 e fechará o ano com um superávit de R$ 3 bilhões.
Segundo o secretário Valdivino de Oliveira, é possível chegar a um superávit de R$ 6 bilhões, o que demonstra a capacidade de pagamento de um empréstimo para salvar o BRB.
“Se o governo trabalhar com seriedade, num exercício só ele é capaz de gerar um superávit de mais de 70% ou 80% da operação (de empréstimo do BRB)”, afirmou o secretário.
