A linha lançada pelo governo para financiar a juros mais baixos a troca de carro por taxistas e motoristas de aplicativos está esbarrando nas análises de crédito e na adaptação de sistemas dos bancos.
A direção da Anfavea, entidade que representa as montadoras, acredita, no entanto, que esses nós poderão ser desatados, a exemplo do que ocorreu na linha do programa Move Brasil voltada ao setor de caminhões, que decolou após um período de aprendizado.
Nesta sexta-feira (7) durante apresentação dos resultados das montadoras relativos a julho, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, comentou que o gargalo na linha de financiamento dos veículos leves não está na disponibilidade de crédito, mas sim na avaliação de risco e nas garantias.
Como receber seus pagamentos além da maquininha?
Petrobras: Não há defasagem no preço dos combustíveis, diz CFO ao CNN Money
EUA fecham 23 mil vagas de emprego em julho; desemprego recua para 4,1%
“É do rito normal das instituições financeiras avaliar o risco de crédito. Aí tem a ver com score pontuação observada pelos bancos sobre risco de inadimplência, com comprovação de renda, tem a ver com o relacionamento do cliente com as instituições financeiras”, disse Calvet.
O volume total de recursos anunciado para o programa é de R$ 30 bilhões, mas até o fim do mês passado apenas R$ 2,2 bilhões (7,3%) tinham sido usados, conforme balanço do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
