Apenas dois crânios completos de dodô são conhecidos em todo o mundo: um no Natural History Museum Denmark, em Copenhague (Dinamarca), e outro no Oxford University Museum of Natural History.
O exemplar dinamarquês, preservado nas coleções do museu há séculos, integrou um estudo internacional liderado por pesquisadores da Universidade de Lethbridge (Canadá), publicado no Zoological Journal of the Linnean Society, que investigou uma questão debatida há gerações: como o dodô percebia o ambiente ao redor?
Por meio da reconstrução digital do espaço que o cérebro da ave ocupava dentro do crânio, os pesquisadores concluíram que o mundo sensorial do dodô diferia do de pombos e rolas vivos em vários aspectos.
A ave pode ter tido um padrão de atividade diária mais flexível, potencialmente se estendendo ao amanhecer e ao entardecer, um olfato mais apurado do que o de seus parentes vivos e maior capacidade de processar informações táteis por meio do grande bico superior.
“O dodô é um dos animais extintos mais reconhecíveis do mundo, mas surpreendentemente pouco se sabe sobre como ele realmente vivia”, afirma Peter Andrew Hosner, professor associado e curador de aves do Natural History Museum Denmark e coautor do estudo, ao Phys.org.
“Seu comportamento e ecologia de forrageamento têm sido debatidos há séculos.
