O uso de inteligência artificial (IA) na medicina está cada vez mais comum e, ao contrário do que muitos podem pensar equivocadamente, a ferramenta não substitui o trabalho médico. Na realidade, ela pode auxiliar o profissional de saúde no cuidado humano.
O tema é abordado no “CNN Sinais Vitais - Dr. Kalil Entrevista” de sábado (8). No episódio, Dr. Roberto Kalil conversa com os radiologistas Giovanni Guido Cerri, professor titular da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e presidente do Inova HC, e Cesar Namura, diretor do departamento de Radiologia do Incor.
Segundo os especialistas, a IA pode apoiar diagnósticos, reduzir erros, otimizar processos hospitalares e ampliar a eficiência do sistema de saúde, sem substituir o papel do médico.
Um dos erros que podem ser evitados com o uso da IA, por exemplo, é a prescrição da dosagem de medicamentos. “Tem tanto medicamento novo que vai surgindo e, muitas vezes, o profissional que vai administrar não sabe [quais são as interações]”, explica Namura.
Durante o bate-papo, Dr. Kalil brinca que a especialidade dos convidados pode desaparecer no futuro. Cerri, então, explica que um cientista já previu a possível extinção da área médica, mas isso se provou falso.
“Na verdade, a inteligência artificial é uma ferramenta que ajuda nas decisões adequadas”, afirma o especialista.
Inclusive, os convidados reiteram que a IA pode errar, e isso deve ser levado em consideração pelo profissional que usa a ferramenta.
