O Brasil deverá exportar um recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, aumento de quase 5% em relação à melhor marca anterior registrada no ano passado, com uma demanda “aquecida” e diante do crescimento da safra do país, estimou nesta quinta-feira a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).
A associação de tradings manteve a projeção de embarques da oleaginosa do país para o ano, mas fez um alerta dos impactos de dificuldades financeiras dos agricultores para as próximas safras do maior produtor e exportador de soja.
No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o Brasil exportou 84,8 milhões de toneladas, cerca de 5 milhões de toneladas acima do visto no mesmo período de 2025, frisou a Anec.
Com embarques de agosto estimados preliminarmente nesta quinta-feira em 9,74 milhões de toneladas, alta de 1,6 milhão de toneladas na comparação com o mesmo período de 2025 -, a exportação no acumulado do ano até o final do mês poderia atingir 94,5 milhões de toneladas, estimou a Anec.
Entretanto, há preocupações com as consequências dívidas de agricultores para as safras e exportações futuras do Brasil.
