O laboratório Cristália, produtor da polilaminina, informou que sete pacientes que receberam o produto morreram. No total, 105 pessoas receberam o medicamento e a Cristália afirma que os óbitos não foram causados pelo uso do produto.
A polilaminina é produzida pelo laboratório em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e representa uma esperança para restauração de lesões medulares recém ocorridas.
Em nota à CNN Brasil, a Anvisa diz que foi informada pela empresa apenas de seis mortes de pacientes que receberam o produto na forma de Uso Compassivo, ou seja, que não fazem parte do estudo clínico. Até o momento, a Agência afirma que a avaliação não indica relação direta entre os óbitos e o produto experimental.
Os dados do sétimo óbito, comunicado pelo laboratório, ainda não foram encaminhados para análise da Anvisa.
A polilaminina é uma proteína capaz de regenerar as células da medula, devolvendo parcial ou totalmente a mobilidade após uma lesão. A substância é produzida naturalmente pelo corpo no desenvolvimento do sistema nervoso e, segundo descoberta dos pesquisadores da UFRJ, pode ser obtida através da placenta humana.
Segundo a Anvisa, os dados preliminares apresentados pela empresa indicam apenas a possibilidade de uso para casos de lesão torácica entre as regiões T2 e T10 e dentro da janela de 72 horas após a lesão.
Anvisa libera estudo de medicamento contra lesão medular | CNN NOVO DIA
Como o medicamento funciona?
