“Sempre ouvi das empresas no início, quando comecei a atuar na área, lá por 2010, que não tinha recursos e o pouco que tinha era burocrático. No passado, o recurso era o maior problema. Mas as necessidades vão mudando. Com o passar do tempo o recurso começou a aparecer e agora estamos no melhor momento do Brasil para quem quiser inovar”, disse Fábio Cavalcante, coordenador de Relações com o Mercado da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), durante o painel “Fomento à Inovação no Brasil”, que foi realizado nesta sexta-feira (7) no Rio Innovation Week.
O debate comentou sobre o papel de fundos, governo e empresas no crescimento do ecossistema inovador e quais os caminhos os empreendedores, profissionais de startup e pesquisadores podem tomar para garantir o financiamento de seus projetos.
Cavalcante justificou sua fala sobre o melhor momento para inovar argumentando que o país tem uma grande diversidade de modelos de financiamento. Oriundo da Embrapii, ele lembrou do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e das fundações de amparo à pesquisa dos estados.
“O governo entendeu que a inovação é sobre competitividade e ter uma indústria forte é ter mais soberania. Nós vimos na pandemia como a nossa indústria de saúde estava fragilizada”, lembrou.
Rodrigo de Carvalho, superintendente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), defendeu que muitos empreendedores ainda não têm uma ideia correta sobre o que é inovação.
