Quatro gols na pré-temporada e um investimento de 10 milhões de libras (cerca de R$ 75 milhões na cotação da época) fizeram Brian Madjo ser um dos nomes mais comentados do Aston Villa neste início de temporada. O atacante, de 1,93 m e apenas 17 anos, é tratado como um “monstro físico”, superou impasses jurídicos e teve formação relativamente incomum.
Nascido em Enfield, no norte de Londres, filho de pais camaroneses, Madjo se mudou ainda criança para Luxemburgo. O pai, Guy Madjo, também foi atacante e passou por clubes ingleses como Tranmere Rovers, Plymouth Argyle e Aldershot Town. Em 2016, acabou condenado por agressão sexual na Inglaterra e nunca esteve ligado publicamente à ascensão do filho.
Ainda muito novo, Brian entrou nas categorias do Marisca Mersch antes de ir para o Racing Union Luxembourg. Posteriormente, foi observado e levado ao Centre de Formation National (CFN), principal centro de desenvolvimento da Federação Luxemburguesa.
A formação com proibições
Ainda adolescente, Madjo já era muito maior e mais forte do que praticamente todos os adversários. Assim, o caminho mais simples seria explorar essa vantagem física.
A diferença, no entanto, foi que em seus anos de Luxemburgo, treinadores o impediram de fazer isso. Em entrevista ao jornal Le Quotidien, o diretor técnico da Federação Luxemburguesa de Futebol, Manou Cardoni, explicou.
“Daqui a dois ou três anos, ele enfrentará jogadores tão fortes quanto ele.
