No desenvolvimento automotivo tradicional, a concepção de um veículo inédito, do primeiro esboço em papel até um protótipo funcional pronto para a produção, costuma levar entre três e cinco anos. A Audi, contudo, decidiu desafiar a própria cronologia ao criar o Nuvolari, seu novo supercarro híbrido de 1.001 cavalos de potência, ao revelar que todo o processo levou exatamente 405 dias.
Batizado em homenagem a Tazio Nuvolari, lendário piloto italiano das décadas de 1930, conhecido por seu tempo na Auto Union (antiga Audi), o modelo não é apenas um exercício de velocidade máxima (que passa dos 350 km/h). Cumprindo a função clássica de “halo car”, assim como o R8 nos anos 2000, ele funciona como um laboratório itinerante e um “norte tecnológico” para as futuras plataformas de rua da marca alemã, além de representar o absoluto ápice da montadora.
Entenda como funcionou esse método acelerado de criação, a ciência por trás da nova mecânica e por que o modelo representa uma mudança de patamar na engenharia automotiva.
Para encurtar os prazos sem comprometer a rigidez estrutural ou a segurança do veículo, a Audi reformulou sua metodologia interna de trabalho. Em vez da tradicional esteira corporativa, na qual o design desenha, passa o projeto para a aerodinâmica, que depois consulta a engenharia de chassi e assim sucessivamente, a marca criou um grupo de trabalho autônomo e multidisciplinar em Ingolstadt.
