A passagem de um ciclone extratropical de forte intensidade provocou estragos em Estados do Sul e do Sudeste do Brasil nesta sexta-feira, 7. O fenômeno deixou ao menos uma pessoa morta e cinco feridas no Rio Grande do Sul, provocou ventos intensos em São Paulo e no Rio de Janeiro e levou ao fechamento temporário do canal de navegação do porto de Santos, o maior da América Latina.
De acordo com meteorologistas, o sistema se formou entre o Uruguai e o litoral gaúcho e ganhou força rapidamente, sendo classificado como um “ciclone bomba”. Esse tipo de ciclone ocorre quando há uma queda muito rápida da pressão atmosférica, o que favorece rajadas de vento extremamente fortes e tempestades mais severas.
Ciclone produz ventos acima do previsto
No Rio Grande do Sul, foram registrados danos em diversas cidades, com destelhamentos, queda de árvores, interrupção no fornecimento de energia elétrica e relatos de tornado em algumas regiões. Em São Paulo, as rajadas superaram os 100 km/h previstos inicialmente pelas defesas civis, aumentando o risco de quedas de árvores, postes e estruturas.
O avanço do sistema também afetou o litoral paulista. O canal do porto de Santos foi fechado temporariamente por causa das condições do mar e dos ventos fortes, o que interrompeu a entrada e saída de embarcações durante o período de maior intensidade do fenômeno.
