A riqueza gerada pelo avanço da inteligência artificial (IA) deve ser direcionada para fortalecer organizações sem fins lucrativos já consolidadas, em vez de financiar novas estruturas filantrópicas criadas pelo setor de tecnologia. A avaliação é do fundador e CEO da Doma Technology, Max Simkoff, e da CEO da JVS Bay Area, Lisa Countryman-Quiroz, em artigo publicado pela Fortune na sexta-feira, 7.
Segundo os autores, o momento é impulsionado pelo crescimento do mercado de IA e pela expectativa de novos grandes eventos de liquidez entre empresas do setor. Eles citam que o IPO da SpaceX criou cerca de 4,4 mil novos milionários e lembram que Anthropic e OpenAI também podem gerar fortunas semelhantes. Diante desse cenário, questionam quanto dessa riqueza chegará às pessoas em situação de maior vulnerabilidade.
Organizações já têm estrutura para ampliar impacto
No artigo, Simkoff e Countryman-Quiroz argumentam que parte do setor de tecnologia acredita, de forma equivocada, que organizações sem fins lucrativos não possuem velocidad, talento ou capacidade para administrar investimentos de grande escala.
Para eles, essa visão desconsidera a experiência acumulada por um setor formado por cerca de 1,8 milhão de organizações nos EUA, responsável por distribuir aproximadamente US$ 600 bilhões em doações por ano. "Não precisamos de uma infraestrutura completamente nova para aproveitar ao máximo os novos recursos da IA", escreveram.
