O diretor-executivo de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, William Nozaki, afirmou nesta 6ª feira (7.ago.2026) que a venda compulsória de gás natural por empresas dominantes não ampliará a oferta do produto e, por isso, não reduzirá os preços. A declaração foi dada durante coletiva sobre os resultados do 2º trimestre da estatal, no mesmo dia em que a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) aprovou, por unanimidade, a abertura de uma consulta pública de 45 dias sobre a medida.
“A nossa posição é a de que redistribuir moléculas de gás existentes. Transferir meramente titularidades de moléculas de gás não vai resolver o problema estrutural de necessidade de aumento de oferta de gás e, portanto, não vai reduzir o preço”, disse Nozaki.
Conhecido como gas release, o mecanismo obriga empresas com elevada participação no mercado a vender, por meio de leilões, parte do gás natural do qual são titulares. A proposta da ANP projeta leilões anuais de 2027 a 2030 com volumes comprados de terceiros, como o gás importado pelo Gasoduto Bolívia-Brasil e aquele adquirido em futuros leilões da União. O gás produzido diretamente pela Petrobras ficou fora do programa.
A iniciativa integra o processo de abertura estabelecido na Nova Lei do Gás, de 2021, e busca reduzir a influência de um único fornecedor sobre a formação dos preços, ampliar a entrada de comercializadores e aumentar a liquidez do mercado.
