As preocupações com a queda na produção global de açúcar impulsionaram os preços futuros do açúcar na sessão desta sexta-feira (07) na Bolsa de Nova York. O vencimento futuro para entrega em outubro teve ganho de 5,65% e fechou cotado em 16,45 centavos de dólar a libra-peso.
De acordo com o Barchart, os contratos do açúcar ampliaram hoje a forte alta desta semana, com o açúcar em Nova York atingindo a máxima em 10 meses e o açúcar em Londres a máxima em 11 meses.
Segundo dados da S&P Global Energy, a produção de açúcar na União Europeia e no Reino Unido deve cair para 14,98 milhões de toneladas neste ano devido à seca e ao clima quente na Europa, que pode alcançar o menor nível desde 2015.
A StoneX destacou que os números continuam confirmando que a produção brasileira está se encaminhando para 38,8 milhões de m³ ao final da safra, conforme previsto em nossas estimativas. A analista da consultoria, Leticia Correa, aponta que a desaceleração em meados de junho não demonstra reversão da tendência, e o mix mais etanoleiro deve manter-se para o total da safra.
“Para as próximas quinzenas, podemos esperar que o mix volte-se mais para o açúcar devido à recuperação de seus preços, o que fez com que a curva de paridade entre o açúcar e o biocombustível se invertendo ao longo de julho”, informou.
A cotação futura do café arábica encerrou o dia com fortes ganhos e atingiu a maior cotação em uma semana na Bolsa de Nova York.
