Diego Maradona durante coletiva de imprensa em Marselha, França, fevereiro de 2009
AP Photo/Claude Paris
Diego Maradona comia pouco, sofria de incontinência urinária e ficava prostrado na cama: assim descreveu um cuidador do ídolo argentino os dias que antecederam o seu falecimento, durante o julgamento da equipe médica pela morte do ex-jogador.
Maradona morreu no dia 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, enquanto recebia cuidados domiciliares após uma cirurgia no cérebro.
Aníbal Domínguez, cuidador que conviveu com ele nas semanas anteriores ao seu falecimento, contou que o ex-craque comia pouco, tinha dificuldade para urinar e passava dias inteiros sem se levantar da cama, além de sofrer com sintomas de abstinência alcoólica.
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O depoimento foi ouvido em uma nova audiência do julgamento que acontece em San Isidro, a 26 quilômetros de Buenos Aires, e que busca apurar a responsabilidade da equipe médica que cuidou de Maradona durante sua recuperação após a cirurgia. O astro morreu de parada cardiorrespiratória e edema pulmonar, em uma casa em Tigre, ao norte da capital.
Domínguez, que trabalhava com Maradona desde 2015, morou nessa casa por cerca de uma semana, até 22 de novembro, e disse que, naquela época, o ex-jogador "estava com retenção de líquidos e inchado".
"Diego estava de mau humor, tratava todo mundo mal", disse o cuidador, acrescentando que era difícil acordá-lo e convencê-lo a tomar banho ou comer.
Maradona tratava todos mal, sofria de abstinência e de incontinência urinária antes de morrer, diz cuidador
