Flávio Figueiredo Assis, conhecido como “Musk brasileiro”, está envolvido em uma nova polêmica. Agora, o dono da Lecar virou protagonista de uma disputa judicial pelo direito de usar a marca “Nacional”, eternizada no boné azul de Ayrton Senna, que era patrocinado pelo extinto banco.
O empresário registrou a marca por meio da Le Bank, empresa criada para atuar no setor financeiro, alegando que o Banco Nacional havia perdido o direito por não utilizá-la há anos. A disputa, que corre tanto na Justiça quanto no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), coloca em xeque a interpretação sobre caducidade de marcas e abre espaço para debates sobre memória esportiva versus exploração comercial.
A marca Nacional, além de carregar um peso histórico, possui enorme valor comercial. Senna, tricampeão mundial, eternizou o logotipo em suas vitórias, transformando-o em símbolo de velocidade, confiança e brasilidade. Agora, décadas depois, o interesse em explorar esse legado reacende a discussão sobre quem tem o direito de usar e lucrar com essa imagem.
A batalha "Musk" x Nacional
De um lado, o Banco Nacional sustenta que o vínculo histórico com Senna legitima sua reivindicação. A instituição, mesmo extinta desde 1998, foi incorporada pelo BTG Pactual, que agora busca anular o registro concedido à Le Bank. Para os advogados do banco, o uso da marca por terceiros fere a associação construída durante anos de patrocínio ao piloto.
