Uma nova série de relatórios da inteligência dos Estados Unidos concluiu que o regime do ditador russo Vladimir Putin poderá testar a capacidade de reação militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) com um ataque limitado contra um país integrante da aliança nos próximos anos.
Segundo as avaliações, o objetivo seria medir a disposição dos aliados em responder a uma provocação enquanto a Rússia mantém a guerra contra a Ucrânia.
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Os documentos descrevem diferentes cenários para uma eventual ação russa. Entre eles estão ataques cibernéticos contra infraestrutura crítica e uma incursão terrestre de pequena escala, com o emprego de grupos armados sem identificação oficial para ocupar parte do território de um país aliado.
Embora a inteligência norte-americana considere baixa a probabilidade do cenário mais grave, uma incursão terrestre limitada, os relatórios afirmam que esse risco tende a crescer com o passar do tempo.
Até recentemente, as avaliações de Washington indicavam que Putin evitaria confrontar diretamente um integrante da Otan enquanto estivesse envolvido no conflito na Ucrânia. Essa percepção mudou diante dos sinais de desgaste militar da Rússia e do aumento das pressões internas enfrentadas pelo Kremlin.
De acordo com autoridades norte-americanas, Putin pretende explorar eventuais divisões entre os aliados ocidentais.
