Com o objetivo de ampliar o acesso de investidores pessoa física a ativos globais negociados no mercado brasileiro, a B3 deu início a um processo de ajuste de paridade em mais de 100 BDRs de empresas internacionais. Com a mudança, a expectativa é que o preço unitário desses ativos fique mais acessível, aproximando parte desses ativos da faixa entre R$ 50 e R$ 100 por unidade.
BDRs é sigla para Brazilian Depositary Receipt. Tratam-se de certificados emitidos aqui no Brasil, que representam a ação de uma empresa listada no exterior. Na prática, um BDR permite investir em empresas globais em reais, direto pela corretora local, sem precisar abrir conta em outro país.
Paridade é a conta que mostra qual a fração de uma ação estrangeira é representada por um BDR. Quando o número de BDRs por ação aumenta, o valor de cada BDR fica menor, e cada BDR passa a representar um pedaço menor daquela ação.
Quem já tem esses BDRs na carteira não precisa fazer nada. Na data de cada tranche, a posição é ajustada por meio de um evento de desdobramento. O valor da aplicação continua o mesmo. Só muda a quantidade de recibos e o preço de cada um.
O ajuste não acontece de uma vez só. Ele foi dividido em quatro etapas: Tranche 1, em 27 de julho; Tranche 2, em 10 de agosto; Tranche 3, em 17 de agosto; e Tranche 4, em 24 de agosto.
Quais empresas entram no ajuste
Ao todo, 101 BDRs vão passar por esse ajuste. A lista inclui empresas de setores como tecnologia, saúde, indústria, energia e consumo.
