Mais de 250 endereços na internet estão sendo usados em uma campanha maliciosa voltada para computadores da Apple. A estratégia emprega técnicas avançadas para burlar ferramentas de segurança e ocultar os perigos de robôs de rastreamento, o que entrega infostealers capazes de roubar senhas, dados de navegadores e carteiras de criptomoedas. A descoberta foi detalhada em um relatório publicado pela Microsoft Security Research, que deu segmento a análises anteriores divulgadas pela equipe em maio.
A abordagem utiliza uma técnica conhecida como ClickFix. Nesta modalidade, a vítima é induzida a copiar um comando e colá-lo no Terminal, a ferramenta de execução de comandos do sistema. Antes de exibir qualquer armadilha, a página realiza uma leitura rápida do navegador e verifica detalhes como o tamanho da tela, fuso horário e características do hardware para confirmar se o visitante é um alvo legítimo.
“O script do portão lê valores de navegador, como a string da plataforma, que deve relatar o MacIntel em um Mac real, juntamente com dimensões de tela e janela e sinais gráficos WebGL que ajudam a separar hardware genuíno da Apple de uma máquina virtual ou um ambiente emulado”, explicou Srinivasan Govindarajan, pesquisador sênior de segurança da Microsoft, na análise técnica.
Ao identificar que se trata de um computador real da Apple nos padrões esperados, o sistema exibe uma página falsa de download com a identidade visual do GitHub e um selo de editor verificado falsificado.
