Uma nova simulação de uma galáxia semelhante à Via Láctea mostrou como dois componentes encontrados nas regiões centrais de muitas galáxias podem se formar e evoluir de maneira conectada. O estudo foi desenvolvido pelo projeto SMUGGLE-Ring e analisou a relação entre aglomerados estelares nucleares e discos estelares nucleares.
O trabalho foi conduzido por pesquisadores do Instituto Leibniz de Astrofísica de Potsdam e apresentado em artigo aceito como carta ao editor da revista Astronomy & Astrophysics em 2026. A pesquisa utilizou uma simulação hidrodinâmica de alta resolução para acompanhar quatro bilhões de anos de evolução de uma galáxia espiral barrada semelhante à Via Láctea.
Os cientistas identificaram que a barra estelar da galáxia atua como um mecanismo capaz de transportar gás para a região central, abastecendo a formação de novas estrelas. O modelo também indicou que a dinâmica da matéria escura influencia a evolução dessas estruturas e pode alterar a história dos núcleos galácticos.
A barra galáctica como motor de crescimento
Durante décadas, astrônomos observaram os aglomerados estelares nucleares e os discos estelares nucleares como estruturas possivelmente formadas por processos diferentes. Estudos observacionais não haviam encontrado uma relação clara entre suas massas e dimensões, deixando em aberto a origem conjunta desses componentes.
