Nesta quinta (6), a Justiça do Novo México ordenou a Meta a pagar US$ 567 milhões (R$ 2,8 bilhões, em conversão direta) após concluir que suas plataformas prejudicaram o bem-estar de crianças. A empresa também terá que revisar como a plataforma funciona para usuários mais jovens. A Meta discorda da decisão e pretende recorrer.
A decisão partiu do juiz Bryan Biedscheid, que comparou a Meta a uma fábrica cujo principal produto é publicidade e conteúdo. O magistrado afirmou que a companhia representa um "incômodo público" comparável à poluição do ar e que por isso deve destinar dinheiro a um fundo voltado para a redução de danos.
"O tribunal considera as plataformas da Meta análogas a uma fábrica", escreveu o juiz. "A publicidade e outros conteúdos exibidos nessas plataformas, como aquilo que é produzido pela fábrica; e os danos psicológicos e a exploração de crianças, como a poluição, que precisa ser combatida", continuou.
O juiz entendeu que os adolescentes do Novo México enfrentam uma crise de saúde mental e que a Meta seria uma catalisadora deste processo. O valor de US$ 567 milhões será destinado a programas de saúde mental de adolescentes.
Este desfecho encerra um julgamento em duas fases. Na fase anterior, concluída em março deste ano, o júri do Novo México ordenou a Meta a pagar US$ 375 milhões (R$ 1,9 bilhão) após concluir que o Facebook e a Meta violaram a lei de proteção do consumidor.
