A Defesa Civil Nacional emitiu um alerta à população para a chegada de um ciclone-bomba ao Brasil. O analista de Clima e Meio Ambiente da CNN, Pedro Côrtes, explicou, ao CNN Novo Dia, a dimensão do fenômeno que ameaça sete estados brasileiros.
O ciclone já causou estragos no Rio Grande do Sul, onde foi registrado um tornado na cidade de Pedro Osório, o segundo em menos de duas semanas, além de rajadas de vento que superaram os 130 km/h em algumas cidades e 120 km/h no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre (RS).
A passagem do ciclone provocou queda no fornecimento de energia elétrica, destelhamento de casas e a interrupção temporária do serviço de trem que liga a capital gaúcha à região metropolitana. Também foram registradas quedas de granizo no interior do estado. Segundo a Defesa Civil, não houve registro de feridos.
Como o ciclone-bomba funciona
Pedro Côrtes explicou que o ciclone extratropical já se deslocou para o Oceano Atlântico, mas sua influência sobre o território brasileiro permanece significativa. “Quanto menor o valor de pressão, maior a circulação de ventos”, afirmou.
Segundo o especialista, próximo ao núcleo do ciclone, as rajadas podem superar 140 km/h, e Porto Alegre (RS) ainda pode registrar ventos acima de 100 km/h no horário do almoço. A influência do fenômeno se estende por estados do Sul, parte do Sudeste e do Centro-Oeste.
