EUA: grupos de direitos civis criticam decretos de Trump que proíbem cidadania a filhos de imigrantes
A três meses das eleições legislativas que podem redefinir o controle do Partido Republicano sobre a Câmara e o Senado, o presidente Donald Trump voltou a insistir numa de suas obsessões: restringir o direito à cidadania por nascimento nos Estados Unidos, bandeira de campanha que mobiliza sua base eleitoral e reforça o discurso anti-imigração.
Em desafio à decisão da Suprema Corte, que no mês passado suspendeu um decreto presidencial e reafirmou, de forma contundente, o princípio constitucional de que crianças nascidas em território americano têm direito à cidadania, Trump assinou duas novas ordens executivas. Seu alcance é mais restrito, mas trata-se de nova tentativa de contornar o veto imposto pelo tribunal.
O decreto principal busca coibir o que o presidente classifica como "turismo de nascimento", prática pela qual mulheres grávidas viajariam aos Estados Unidos para dar à luz e garantir a cidadania americana aos filhos. Segundo Trump, centenas de milhares de pessoas se beneficiam desse mecanismo.
"O que está acontecendo agora é que as pessoas estão construindo negócios em torno disso; pessoas ricas estão construindo negócios em torno da cidadania por nascimento. Não é assim que deveria funcionar. É uma vergonha. Eles estão comprando seu caminho para dentro, e não vamos deixar isso acontecer."
A realidade se distancia do que afirma o presidente.
