A dependência emocional de assistentes de inteligência artificial já preocupa reguladores e psicólogos em diferentes países. Estudos recentes mostram que parte dos usuários passou a usar chatbots para discutir assuntos íntimos, e, em casos extremos, como substitutos de relações humanas.
O uso de IA para companhia e apoio emocional cresceu tanto que virou uma das aplicações mais comuns da tecnologia. Terapia e companhia já lideram os usos de IA generativa em 2025, segundo a Harvard Business Review citada em editorial da Nature Machine Intelligence. Não é pontual: só o ChatGPT soma cerca de 800 milhões de usuários semanais.
Pesquisas sobre os efeitos psicológicos do uso intenso de chatbots indicam que essa proximidade tem um custo. Casos de adolescentes que morreram por suicídio após imersão nessas ferramentas, e de adultos que desenvolveram afetos que beiram o delírio, levantam dúvidas sobre até onde é seguro confiar, e o que compartilhar, nessas conversas.
Confira a seguir como a IA (para manter o engajamento) nunca julga e nunca discorda, o que pode reforçar padrões de pensamento problemáticos em vez de desafiá-los. E, o que é pior, sem o sigilo terapêutico de um psicólogo de carne e osso.
Existe dependência emocional com a inteligência artificial?
Pesquisas já registram casos de dependência emocional envolvendo IA, alguns deles com desfechos extremos, como suicídio.
