O afastamento de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, já resulta em um redesenho da na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Diante da crise aberta por supostos empréstimos feitos ao assessor pela lobista Roberta Luchsinger, o primeiro time petista passou por uma redistribuição de funções, que empodera alguns dos aliados de confiança do presidente.
Nos bastidores, a avaliação é que a crise envolvendo Marcola afeta diretamente o diálogo da campanha com setores estratégicos. Não por questões de mobilização ou agenda - até porque essas tarefas sempre foram partilhadas pela equipe -, mas pelo fato o auxiliar ter se firmado nos últimos anos como o principal interlocutor do presidente.
Durante todo o mandato, qualquer pessoa que quisesse conversar com o presidente tinha que passar pelo assessor, a quem cabia inclusive mandar e receber recados sobre decisões importantes de Lula. Muitas vezes, até amigos de Lula de longa data passavam por ele, que era conhecido por segurar o celular presidencial.
Segundo relatos feitos à CNN, o ex-ministro Gilberto Carvalho, amigo de longa data de Lula, passará a concentrar a maior parte dessas atribuições de Marcola. Os dois já vinham trabalhando juntos desde que o assessor foi incorporado ao time eleitoral, mas a tendência agora é que Carvalho se torne a figura chave na rotina da campanha.
A relação de amizade e confiança entre Carvalho e o presidente remonta aos tempos da juventude.
