A Arábia Saudita, a Turquia e o Paquistão deveriam assinar um acordo de defesa conjunto nesta sexta-feira (7), disseram fontes à AFP, em meio à violência na região causada por ataques dos houthis e pela guerra entre os EUA e o Irã. Riade busca fortalecer seus laços de segurança em meio à guerra entre os Estados Unidos e o Irã, que envolveu as nações vizinhas e interrompeu a navegação pelo Estreito de Ormuz e pelo Mar Vermelho.
A guerra encorajou o Irã e seus aliados houthis no Iêmen, que atacaram a Arábia Saudita, enquanto analistas afirmam que Washington agora é visto como um parceiro cada vez menos confiável. Desde o início da guerra, a Arábia Saudita aproximou-se da Turquia, do Egito e do Paquistão, que têm pressionado pela mediação e por uma resolução do conflito.
O acordo também surge num momento em que a trégua entre Riade e os rebeldes Houthi no vizinho Iémen rompeu, com os Houthi a lançarem ataques em território saudita e a declararem um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita, que tentaram impor atacando petroleiros sauditas.
Uma fonte próxima aos militares e ao governo saudita disse à AFP que, embora o acordo entre Riade, Ancara e Islamabad estivesse em discussão há muito tempo, “os últimos acontecimentos na região o aceleram”. Uma segunda fonte próxima a autoridades sauditas confirmou, sob condição de anonimato, que o acordo seria assinado na sexta-feira.
