A busca de novos mercados para o pescado brasileiro ganhou ainda mais importância após a decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Segundo o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araújo, a medida reforça a necessidade de diversificar os destinos das exportações e reduzir a dependência do mercado norte-americano.
De acordo com o ministro, atualmente cerca de 50% das exportações brasileiras de pescado têm como destino os Estados Unidos, cenário que expõe o setor a riscos comerciais. “Essa taxação nos mostra que a gente precisa ampliar cada vez mais novos mercados”, afirmou.
Araújo destacou que, desde 2023, o Brasil abriu mais de 19 novos mercados para produtos da pesca e da aquicultura. Agora, o governo concentra esforços na abertura de mercados considerados estratégicos, como a União Europeia e o Reino Unido. Segundo ele, uma missão técnica da União Europeia esteve no Brasil no mês passado para avançar nas negociações.
Entre os produtos atingidos estão o filé de tilápia congelado, outros filés congelados de peixes, outras carnes de peixes frescas, refrigeradas ou congeladas, lagostas vivas, frescas ou refrigeradas, além de algas para alimentação humana, outras algas e farinhas, pós e pellets de peixe impróprios para consumo humano.
Também serão taxados outros peixes enquadrados na NCM 0302.59.00, que inclui espécies das famílias Bregmacerotidae e Gadidae.
