O governo do Irã aproveitou o ambiente de guerra e isolamento internacional para intensificar a repressão interna, segundo reportagem do The Jerusalem Post. Em julho de 2026, autoridades iranianas executaram dois homens condenados por acusações relacionadas aos protestos que tomaram o país em janeiro.
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Os iranianos Abolfazl Sepahi Badjani e Amirhossein Safari Hosseinabadi foram enforcados em 28 de julho último na Praça Alikhani, em Isfahan. A execução ocorreu em um local público, depois da mobilização de forças de segurança durante a madrugada.
Quatro dias depois, Arvin Kheirkhahan, outro jovem preso durante os protestos, foi executado na prisão de Shahrud. Segundo relatos, sua família não recebeu aviso prévio e foi autorizada a retirar o corpo durante a madrugada, sob supervisão das autoridades.
As execuções ocorreram meses depois de uma onda de manifestações iniciada no fim de dezembro de 2025 e ampliada em janeiro de 2026. Os protestos levaram a milhares de prisões e foram seguidos por processos conduzidos pelos tribunais revolucionários iranianos.
Em fevereiro, teve início a guerra do Irã contra Israel e Estados Unidos. Com instalações bombardeadas e retaliações a outros países do Golfo, a repressão aos protestos deixou de ser o tema principal no noticiário internacional.
Nem por isso ela deixou de ocorrer.
