A pandemia de Covid-19 foi um teste de estresse histórico que revelou que a política americana estava dividida demais para lidar com uma crise nacional.
Seis anos depois, uma nova tempestade política envolvendo o Dr. Anthony Fauci, que já foi o mais proeminente funcionário de saúde pública do país, sugere que essas fraturas estão agora ainda mais tóxicas. E um acerto de contas há muito adiado sobre a pior emergência de saúde pública em 100 anos está mais distante do que nunca.
Um comitê do Senado liderado pelos republicanos votou pela declaração de Fauci em desacato ao Congresso na quinta-feira (6), depois que ele invocou seus direitos garantidos pela Quinta Emenda mais de 100 vezes durante uma tensa audiência na semana passada.
O presidente do comitê, senador Rand Paul, acusou Fauci de obstruir sua investigação sobre as políticas adotadas durante a pandemia. O ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas se recusou a responder às perguntas, acusando seu antigo adversário político do Kentucky de armar uma situação para contornar um perdão que lhe foi concedido pelo então presidente Joe Biden.
A audiência foi um típico drama político de Washington, no qual cada partido se concentra em uma personalidade de grande destaque para alimentar suas disputas ideológicas. E um encaminhamento de desacato pelo comitê ao Departamento de Justiça levantaria questões jurídicas e constitucionais importantes sobre o poder presidencial de conceder perdões.
