A morte de uma idosa de 76 anos no Texas voltou a colocar os sistemas de direção automatizada sob os holofotes. O acidente, ocorrido em 19 de junho, está sendo investigado simultaneamente pela NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration) e pelo NTSB (National Transportation Safety Board), dois dos principais órgãos federais de segurança viária dos Estados Unidos.
Segundo informações preliminares da investigação, o motorista de um Tesla Model 3 afirmou às autoridades que havia ativado um sistema de assistência à condução antes de o veículo atravessar a fachada de uma residência e atingir Martha Avila, que morreu posteriormente no hospital. A família da vítima também entrou com uma ação judicial contra a Tesla, alegando falhas nos sistemas Autopilot e FSD (Full Self-Driving). A montadora sustenta que essas tecnologias exigem supervisão permanente do motorista.
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O caso reforça um debate que cresce à medida que veículos com diferentes níveis de automação passam a circular em maior escala. Desde 2022, a NHTSA exige que fabricantes informem acidentes envolvendo Adas (Advanced Driver Assistance Systems) e ADS (Automated Driving Systems).
Os ADS correspondem aos sistemas capazes de assumir integralmente a condução em determinadas situações, como ocorre com os robotáxis da Waymo.
