A formação de um ciclone bomba entre esta quinta-feira (6) e sexta-feira (7) colocou em alerta moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Associado à passagem de uma frente fria, o sistema deve provocar chuva intensa, rajadas de vento superiores a 100 km/h em algumas áreas, queda de granizo e uma brusca mudança nas condições do tempo, principalmente no Rio Grande do Sul.
Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), ainda não é possível afirmar que o ciclone bomba tenha sido provocado pelo El Niño. No entanto, o instituto explica que o fenômeno climático cria um padrão atmosférico mais favorável à ocorrência de eventos severos no Sul do país.
De acordo com o Inmet, os acumulados de chuva registrados em julho ficaram acima da média na Região Sul, comportamento considerado típico em anos de El Niño. Esse cenário aumenta a disponibilidade de umidade na atmosfera e favorece a formação de sistemas meteorológicos intensos.
Apesar disso, o instituto ressalta que não há comprovação de uma relação direta de causa e efeito entre o El Niño e a formação do ciclone bomba. O que se pode afirmar é que as condições atmosféricas associadas ao fenômeno tornam o ambiente mais propício ao desenvolvimento de tempestades e outros eventos extremos.
Como o ciclone bomba se forma?
