O Brasil registrou, entre janeiro e junho de 2026, o maior número de medidas protetivas concedidas da série histórica para o período: foram 337 mil concessões, segundo dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). O recorde ocorre no ano em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos, marco que transformou o combate à violência doméstica no país.
Sancionada em 2006, a legislação mudou a forma como o Brasil enfrenta a violência contra a mulher. A lei criou as medidas protetivas de urgência, fortaleceu as Delegacias de Defesa da Mulher, ampliou a rede de atendimento às vítimas e se tornou referência internacional no enfrentamento à violência de gênero.
Apesar dos avanços, os indicadores de violência seguem elevados. Entre janeiro e junho de 2026, o país registrou 741 casos de feminicídio. Em 2025, foram 1.571 vítimas, o maior número da série histórica, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
Mas afinal, por quê os feminicídios não param de subir?
A violência urbana diminuiu. A doméstica, não
Governo Lula sanciona pacote visando combate à violência contra as mulheres | CNN PRIME TIME
Persistência da subnotificação
A subnotificação ocorre quando dados oficiais não registram o total real de casos de uma violência ou problema social. De acordo com o Observatório da Mulher contra a Violência, muitas vítimas deixam de denunciar as agressões.
