Em meio à tensão com PF, André Mendonça se reúne com Ministério da Justiça e AGU
Ex-chefe da Polícia Federal (PF) no Amazonas, o policial aposentado Alexandre Saraiva questionou até onde vai a autonomia da corporação após a divulgação de uma nota assinada por 27 superintendentes em apoio à direção-geral da PF. Além do ineditismo, ele vê uma mudança de cultura.
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Saraiva permaneceu 23 anos na corporação. Quando comandava a PF no Amazonas, ele apresentou uma notícia-crime contra o então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e acabou substituído da função e enviado ao RJ. À época, ele comandava a investigação da maior apreensão de madeira do país.
Ele também prestou depoimento, em 2020, em inquérito que investigava se o então presidente Jair Bolsonaro (PL) tentou interferir na PF, após o pedido de demissão do ministro da Justiça daquele momento, o atual senador Sérgio Moro.
Alexandre Saraiva, ex-superintendente da PF no Amazonas, em imagem de 2020
Reprodução/TV Globo
Nesta quinta-feira (6), os 27 superintendentes regionais divulgaram uma nota conjunta em que defendem o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e reafirmam o compromisso da instituição com a Constituição, a legalidade e o Estado Democrático de Direito.
Segundo Saraiva, a nota tem um teor inédito e se apresenta como um alinhamento dos chefes locais com a direção-geral.
Ex-PF questiona autonomia da corporação após nota de superintendentes: 'não precisou ser formalmente revogada'
