A nota pública que os 27 superintendentes da Polícia Federal assinaram nesta quinta-feira (6) em apoio ao diretor-geral, Andrei Rodrigues, é o capítulo mais recente de uma série de episódios de desconfiança recíproca entre o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o comando da PF.
O primeiro episódio veio a público assim que Mendonça assumiu a relatoria dos inquéritos do Banco Master, em fevereiro deste ano, no lugar do ministro Dias Toffoli.
Em sua primeira decisão como relator, Mendonça proibiu os policiais responsáveis pela investigação de compartilhar informações com seus superiores, incluindo Andrei.
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"Somente as autoridades policiais e agentes diretamente envolvidos na análise e condução dos procedimentos [...] é que devem ter conhecimento das informações acessadas, o que lhes impõe o dever de sigilo profissional, inclusive em relação aos superiores hierárquicos e outras autoridades públicas", escreveu o ministro na decisão.
Naquele momento, havia dúvidas sobre o tratamento que a polícia deveria dar ao material apreendido, especialmente o celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
As dúvidas surgiram porque Toffoli, que relatou o caso Master por apenas dois meses e meio, tomou medidas consideradas por investigadores incomuns.
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