A nomeação de Alfredo Gaspar (PL) como vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) gerou uma agenda negativa para o partido, mas o desgaste eleitoral decorrente dessa escolha já havia sido previsto e calculado pela sigla. A avaliação é de Leandro Gabiati, cientista político e diretor da Dominium, ao WW.
Segundo Gabiati, o PL tinha ciência do possível impacto desfavorável ao decidir pela indicação de Gaspar. “Eu entendo que o PL, na hora da escolha do Gaspar, já tinha dentro do cálculo esse possível desgaste inicial durante a campanha”, afirmou o especialista.
Acusações dominam a narrativa em torno da chapa
O analista destacou que a nomeação de Gaspar ganhou destaque não pelos atributos positivos do deputado, que foi relator da CPMI do INSS, mas pelas acusações feitas por parlamentares governistas.
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Gabiati observou ainda que um pedido de aceleração do processo em 72 horas foi feito para tentar encerrar rapidamente o caso, mas ponderou que, em uma campanha de 60 dias, os 15 dias concedidos pelo ministro Gilmar Mendes para que o deputado Lindbergh e a senadora Soraya se expliquem sobre as denúncias feitas em abril representam um período considerável.
“Até que esse processo avance, de fato, a chapa, o PL, o Flávio, terá que administrar uma agenda negativa”, avaliou.
