Quase dois anos depois da queda de um avião da Voepass no interior de São Paulo, a Polícia Federal indiciou, nesta quinta-feira (6), 16 pessoas pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo.
A CNN Brasil teve acesso ao relatório final das investigações, que apontou a existência de uma “cultura de omissão” da empresa para que não fossem reportadas panes nas aeronaves da companhia.
Os investigados foram indiciados em diferentes artigos do Código Penal de acordo com a responsabilidade na cadeia decisória que liberou a aeronave para o voo, sob condições de gelo severo e com o sistema de degelo das asas operando com falhas.
Diretor-presidente da Voepass, José foi indiciado por atentado contra a segurança do transporte aéreo, por três vezes, e por sinistro aéreo com resultado de morte.
Segundo o relatório, o diretor participava ativamente das decisões comerciais e estratégicas e do comitê de escala de pilotos e detinha pleno conhecimento dos problemas técnicos da frota.
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José igurava como o usuário externo responsável por cumprir as intimações eletrônicas dirigidas à empresa, sendo a pessoa que formalmente tomava ciência dos ofícios e das não conformidades apontadas pela agência fiscalizadora [Anac] ao longo dos anos.
Edson Serra Martins
Comandante do Voo PTB2293 que não reportou falhas observadas em aeronave no TLB (Diário de Bordo).
