A Meta foi condenada a pagar US$ 942 milhões (R$ 4,8 bilhões) após decisão da Justiça do Estado do Novo México (EUA), que responsabilizou a empresa pelos danos causados a crianças e adolescentes por meio do Facebook e do Instagram. Além da indenização, a companhia terá de adotar novas medidas para restringir o uso de suas plataformas por menores de idade no Estado.
A decisão, divulgada nesta quinta-feira (6), amplia significativamente o custo da primeira grande condenação da empresa relacionada à segurança infantil nas redes sociais.
Meta terá de criar fundo de R$ 2,9 bilhões
O juiz Bryan Biedscheid determinou que a Meta crie um fundo de US$ 567 milhões (R$ 2,9 bilhões) destinado a reparar os danos provocados pelas redes sociais da empresa. O valor se soma aos US$ 375 milhões (R$ 1,9 bilhão) em penalidades civis que já haviam sido estabelecidos por um júri.
Segundo o magistrado, o novo fundo é necessário devido à ampla dimensão dos impactos causados e à complexidade das medidas necessárias para reduzir esses prejuízos. Embora elevado, o valor ficou abaixo dos US$ 779,5 milhões (R$ 4 bilhões) solicitados pelos advogados do Estado.
Empresa terá de limitar uso das redes por menores
Além da indenização, a Meta deverá implementar mudanças específicas para usuários menores de idade residentes no Novo México.
