O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 15 dias para que a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentem informações e elementos de prova sobre a acusação de estupro de vulnerável contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). O parlamentar alagoano foi escolhido como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A decisão, proferida nesta quinta-feira, 6, faz parte da análise da notícia-crime apresentada pelos dois parlamentares de esquerda à Polícia Federal (PF), em março deste ano.
Na representação, Soraya e Lindbergh afirmaram ter recebido documentos que relatariam o estupro de uma adolescente de 13 anos, que teria engravidado e dado à luz um filho. Eles disseram, porém, que não apresentaram as provas para preservar a identidade da suposta vítima e da criança.
STF cobra informações adicionais
Na decisão, Gilmar Mendes determinou que a dupla de esquerda forneça informações que possam sustentar a representação. O ministro do STF também solicitou dados que permitam identificar os autores das mensagens anexadas ao processo e esclarecimentos sobre registros de ligações telefônicas mencionados nos autos.
O caso chegou ao STF depois que os parlamentares apresentaram a notícia-crime contra Alfredo Gaspar. O deputado nega as acusações e afirma que a denúncia tem motivação política.
