O CEO Global do Inter, João Victor Menin, disse ao CNN Money nesta quinta-feira (6) que a instituição financeira construiu uma plataforma digital completa e robusta, capaz de atender a um público amplo e diversificado ao longo dos últimos dez anos.
Menin lembra que, em 2022, o Inter migrou da B3 para a Nasdaq, o mercado de capitais norte-americano. Segundo o CEO Global, a decisão foi estratégica e está diretamente ligada à visão de longo prazo da instituição.
“A bolsa americana é mais apropriada para uma empresa como o Inter, quando a gente fala de tecnologia, de crescimento e de mais futuro”, afirmou.
A Nasdaq, na avalição de Menin, reúne investidores qualificados, com perfil de longo prazo, como grandes seguradoras norte-americanas que administram a poupança e a aposentadoria de milhões de pessoas. Esse tipo de investidor, segundo ele, está mais alinhado com a visão do Inter do que o perfil predominante no mercado brasileiro.
“Passados esses quatro anos que a gente está listado lá, quando a gente vê a base de acionistas que apoiam o Inter hoje, a gente vê muitos desses fundos. Coisa que, estando listada aqui no Brasil, teria sido mais difícil para a gente conseguir”, destacou.
Ao ser questionado sobre o perfil de clientes que o Inter busca atrair, Menin fez uma comparação à rede de restaurantes de fast-food McDonald’s para ilustrar a proposta de uma plataforma “agnóstica”, ou seja, que não é direcionada exclusivamente a um segmento específico de público.
