O Palácio do Planalto adota uma postura cautelosa diante da revogação do visto da embaixadora brasileira nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti.
A avaliação do governo é que uma reação mais contundente poderia municiar novos ataques vindos da gestão Trump, com reflexos diretos no cenário político interno brasileiro.
Segundo apuração de Jussara Soares, analista de Política da CNN Brasil, interlocutores do governo defendem a dosagem cuidadosa de qualquer resposta à medida adotada pelos norte-americanos.
A preocupação central é que eventuais ataques oriundos da gestão Trump possam se transformar em munição política para Flávio Bolsonaro, candidato do PL à presidência da República.
Embaixadora permanece nos EUA para evitar novo constrangimento
A diplomacia brasileira ainda tenta compreender a real extensão da medida. A revogação do visto significa que, caso Viotti deixe os Estados Unidos, ela não poderá retornar ao país sem solicitar um novo visto, o que poderia expô-la a um novo constrangimento público.
Por essa razão, o Brasil não pretende, neste momento, convocar a embaixadora de volta ao país. Ela continuará em Washington enquanto a situação não for resolvida.
O governo brasileiro também se mantém atento a eventuais novas medidas contra a embaixadora. Vale destacar que Viotti não foi declarada persona non grata e, portanto, não foi formalmente expulsa do território norte-americano.
