Após tornados atingirem o Rio Grande do Sul, com registros nos municípios de Giruá e Pedro Osório, além da região de Pelotas, voltou à tona o debate sobre o que caracteriza esse tipo de fenômeno meteorológico. Segundo o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), a principal característica de um tornado é o seu intenso desenvolvimento vertical, que pode ultrapassar 15 mil metros de altura.
Os tornados são definidos como colunas de ar em rápida rotação que se estendem da base de uma nuvem de tempestade até a superfície, formando um grande redemoinho de ventos extremamente intensos.
A intensidade desses fenômenos é classificada pela Escala Fujita Aprimorada (Escala EF), adotada oficialmente em 2007. O sistema considera a velocidade estimada dos ventos com base na análise dos danos provocados pelo tornado.
Na categoria mais baixa, a EF0, os danos costumam ser leves, com ventos de até 116 km/h. Já a classificação máxima, EF5, corresponde aos tornados mais devastadores, com ventos que podem ultrapassar 500 km/h.
Como os tornados são formados?
De acordo com o Laboratório Nacional de Tempestades Severas da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, acredita-se que a formação seja ditada principalmente por aspectos que acontecem na escala de tempestades, dentro e ao redor do mesociclone.
