Após encerrar o pregão da quarta-feira (05) praticamente estável, o dólar exibiu queda firme nesta quinta-feira (06) na contramão do sinal predominante de alta da moeda norte-americana no exterior, embora outras divisas latino-americanas, em especial o peso colombiano, também tenham ganhado terreno.
Operadores afirmam que a moeda brasileira pode ter sido beneficiada por um movimento de correção, com investidores desfazendo posições defensivas montadas antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu na quarta, como esperado, a taxa Selic de 14,25% para 14%.
Os ganhos de mais de 3% do petróleo diante do aumento das tensões no Oriente Médio, com o barril do Brent voltando a superar US$ 80, também podem ter favorecido o real, via melhora dos termos de troca.
Em baixa desde o início dos negócios e com mínima de R$ 5,0906, o dólar à vista fechou em queda de 0,41%, a R$ 5,1073, mas ainda acumula valorização de 0,73% nos quatro primeiros pregões de agosto, após recuo de 1,79% em julho. No ano, as perdas são de 6,95%.
Lá fora, o dólar ganhou força em relação a moedas fortes, com o índice DXY voltando a superar a marca dos 100,000 pontos na máxima da sessão, aos 100,020 pontos. As taxas dos Treasuries também avançaram em bloco com a alta do petróleo e a informação do Financial Times de que o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, estaria inclinado a votar por alta dos juros em setembro caso as próximas leituras de inflação surpreendam para cima.
