Alfredo Gaspar e Flávio Bolsonaro em evento que anunciou o deputado como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio, em Brasília
Vittor Sales/Divulgação
A escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice na chapa do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) faz parte de uma estratégia da campanha para reforçar a narrativa de que o escândalo dos descontos ilegais em benefícios do INSS está relacionado ao filho do presidente Lula (PT) e ao próprio petista, dizem integrantes da campanha do bolsonarista.
O parlamentar foi o relator da CPI do INSS na Câmara e responsável pela elaboração do relatório que propôs o indiciamento de 200 pessoas, entre elas o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como "Lulinha". O relatório, porém, foi rejeitado por 19 votos a 12, e a CPMI foi encerrada sem a aprovação de um texto final.
Até pouco antes do anúncio, aliados de Flávio afirmavam, nos bastidores, que o nome escolhido para compor a chapa seria o de uma mulher, para ajudar a ampliar a adesão ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entre o eleitorado feminino. A alta cúpula do PL, no entanto, avaliou que o escândalo do INSS seria um dos principais fatores responsáveis pelo alto índice de rejeição do governo Lula.
"Esse vai ser um assunto importante na eleição, e ninguém melhor para tratar desse tema do que o Alfredo [Gaspar]", disse, sob reserva, um integrante da campanha.
Escolha do vice de Flávio Bolsonaro reforça ofensiva para tentar colar em Lula escândalo do INSS
