Uma análise publicada na última quarta-feira, 5, pela revista Fortune aponta que a abertura de capital da SpaceX criou uma nova classe de milionários entre seus funcionários, mas também inaugurou uma série de desafios ligados à venda das ações, ao pagamento de impostos e ao planejamento patrimonial. Segundo a contadora pública certificada (CPA) e especialista tributária Anastasia Atamanchuk, da Gursey Schneider, o principal desafio agora é administrar a riqueza em meio à forte volatilidade dos papéis e às restrições para negociação.
A SpaceX estreou na bolsa em 12 de junho, com ações precificadas em US$ 135, avaliação de cerca de US$ 1,8 trilhão. No primeiro dia de negociações, os papéis encerraram próximos de US$ 161, elevando o valor de mercado para mais de US$ 2,1 trilhões. Quatro dias depois, atingiram o pico de US$ 225,64, mas, cerca de sete semanas após o IPO, passaram a ser negociados abaixo de US$ 110, eliminando mais de US$ 1 trilhão em valor de mercado desde a máxima.
A especialista destaca que muitos funcionários não puderam aproveitar a valorização inicial porque as ações continuam sujeitas a um cronograma de liberação escalonado. Diferentemente dos tradicionais períodos de bloqueio de 180 dias após um IPO, a SpaceX definiu liberações em etapas.
